História do RAP
Criado nos Estados Unidos, o rap - uma abreviação para rhythm and poetry(ritmo e poesia) - é um gênero musical nascido entre negros e caracterizado pelo ritmo acelerado e pela melodia bastante singular. As longas letras são quase recitadas e tratam em geral de questões cotidianas da comunidade negra, servindo-se muitas vezes das gírias correntes nos guetos das grandes cidades. Chegou ao Brasil na década de 80, mas somente na década seguinte ganhou espaço na indústria fonográfica.
Diz-se que o Rap surgiu na Jamaica mais ou menos na década de 60 quando surgiram os "Sound Systems", que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para animar bailes. Esses bailes serviam de fundo para o discurso dos "toasters", autênticos mestres de cerimônia que comentavam, nas suas intervenções, assuntos como a violência das favelas de Kingston e a situação política da Ilha, sem deixar de falar, é claro, de temas mais prosaicos, como sexo e drogas.
No início da década de 70 muitos jovens jamaicanos foram obrigados a emigrar para os EUA, devido a uma crise econômica e social que se abateu sobre a ilha. E um em especial, o DJ jamaicano Kool Herc, introduziu em Nova Iorque a tradição dos "Sound Systems" e do canto falado, que se sofisticou com a invenção do scratch, um discípulo de Herc.
O primeiro disco de Rap que se tem notícia, foi registrado em vinil e dirigido ao grande mercado (as gravações anteriores eram piratas) por volta de 1978, contendo a célebre "King Tim III" da banda Fatback.
O Rap, a principio chamado de "tagarela", ascende e os breakers formam grupos de Rap. Em 1988 foi lançado o primeiro registro fonográfico de Rap Nacional, a coletânea "Hip-Hop Cultura de Rua" pela gravadora Eldorado. Desta coletânea participaram Thaide & DJ Hum, MC/DJ Jack, Código 13 e outros grupos iniciantes.
Nesse período de ascensão do Rap, a capital paulista passou a ser governada por uma prefeitura petista, o que muito auxiliou na divulgação do movimento Hip-Hop e na organização dos grupos. Por esse motivo foi criado em agosto de 89 o MH2O – Movimento Hip-Hop Organizado, por iniciativa e sugestão de Milton Salles, produtor do grupo Racionais MC's até 1995. O MH2O organizou e dividiu o movimento no Brasil. Ele definiu as posses, gangues e suas respectivas funções.
Nesse trabalho de divulgação do Hip-Hop e organização de oficinas culturais para profissionalização dos novos integrantes, não podemos esquecer de citar a participação do músico de reggae Toninho Crespo. Este trabalho teve sua continuidade no município de Diadema com o profissionalismo de Sueli Chan (membro do MNU - Movimento Negro Unificado).
Desde seu surgimento, nos anos 70, numa Nova Yorque violenta como nunca, o rap impôs a discussão de questão negra. Os Estados Unidos viviam então a ressaca de conflitos raciais que incluíram desde o pacífico movimento pelos direitos civis de Marti Luther King até a militância armada dos Panteras Negras. No Brasil, o debate se intensificou após a projeção do grupo americano Public Enemy, na segunda metade dos anos 80. Seus clipes mostraram um novo mundo de idéias para os rappers brasileiros. Grupos como Racionais e DMN admitem Chuck D & Cia. como influência maior. Os ícones Malcolm X e Martin Luther King tornaram-se leitura de cabeceira.
O HIP HOP no Brasil
No Brasil, o Hip-Hop chegou no início da década de 80 por intermédio das equipes de baile, das revistas e dos discos vendidos na 24 de Maio (São Paulo). Os pioneiros do movimento, que inicialmente dançavam o Break, foram Nelson Triunfo, depois Thaíde & DJ Hum, MC/DJ Jack, Os Metralhas, Racionais MC's, Os Jabaquara Breakers, Os Gêmeos e muitos outros. Eles dançavam na Rua 24 de Maio, mas foram perseguidos por lojistas e policiais; depois foram para a São Bento e lá se fixaram. Houve um período de divisão entre os breakers e os rappers, os primeiros continuaram na São Bento, os outros foram para a Praça Roosevelt. O Rap, a principio chamado de "tagarela", ascende e os breakers formam grupos de Rap. Em 1988 foi lançado o primeiro registro fonográfico de Rap Nacional, a coletânea "Hip-Hop Cultura de Rua" pela gravadora Eldorado. Desta coletânea participaram Thaide & DJ Hum, MC/DJ Jack, Código 13 e outros grupos iniciantes.
Scrcraaantshhhh!! Empurrada pela mão negra na contracorrente do disco, a agulha arranha o vinil. Jovens pretos, garotos pobres, adolescentes enfezados saltam, dão piruetas, rolam no chão. A música não é embalo para ouvidos pacatos. A dança não é samba, malemolência, remelexo. São gestos rápidos, gingas elétricas, agressivas. As letras não falam de amores mauricinhos nem dizem que o Haiti é aqui. Os pretos e pobres berram junto com o MC, o mestre de cerimônias: "Sub - raça é a puta que pariu!!!!" O dj põe a mão no disco e tira outro efeito. Seguem-se gritos rápidos, em rimas esquálidas - pau puro contra o racismo, o desemprego, a polícia, os políticos,as injustiças...
O cotidiano nas periferias das grandes metrópoles brasileiras pode ser hostil e feio. Mas não é estéril. De suas vielas esburacadas, está ganhando força uma cultura visceral na sua rebeldia. A cultura funk, rap, espalha-se. Não adianta procurá-la na Rede Globo, nas invencionices modorrentas das drag queens do segundo caderno.
A cultura da periferia e dos morros está lá: na feiura do subúrbio e das favelas, onde se espalha em músicas, bandas, bailes, códigos de comportamento, gírias e sinais. Tem até um nome, de sonoridade elétrica. Hip-Hop.
Invisível a maior parte do tempo, esse mundo só chama a atenção no momento em que deixa de ser dança e música e se torna violência. Aí como caso de polícia, vira manchete, como aconteceu na semana passada. Na madrugada de domingo 2, no Rio de Janeiro, um menino de 14 anos voltava de ônibus pra casa ao final de um baile funk quando foi morto com um tiro na barriga, de pistola automática disparada do interior de um Passat que emparelhou no trânsito. Na noite seguinte, trinta integrantes de uma galera invadiram um ônibus armados de pedras e pedaços de pau, retiraram dois rapazes que foram amarrados, torturados e mortos a bala. O menino de 14 anos iria assumir seu 1º emprego no dia seguinte.Um dos rapazes mortos era assistente no consultório de um dentista e o terceiro trabalhava como segurança numa loja.
Eles são dezenas de milhões de brasileiros -- jovens, negros e pobres. Habitam no outro lado do espelho do país oficial, onde se fazem 3 refeições por dia, discute-se o preço das mensalidades das escolas particulares e vai-se para Miami com as crianças. Imagine ligar TV e nunca encontrar a notícia de um bom programa para fazer ao fim de semana. Ou andar por um shopping center e ser seguido por seguranças desconfiados.
Imagine que sua filha assiste ao programa da Xuxa e , em vez de se divertir fica triste. "Xuxa pensa que não pode ter negra paquita. Minha filha vê o programa e se sente inferiorizada porque nunca vai ser uma delas", afirma Willian Santiago, 38 anos, cinco filhos, promotor de bailes em São Paulo e dono de uma gravadora da turma, a Zimbabwe.
Imagine aparecer com uma bola de vôlei embaixo do braço, chamar os amigos pra brincar na areia e os demais banhistas saírem correndo."Quando a gente aparece, sinto que quem está lá fica esperando confusão", diz o funkeiro carioca Marcelo da Silva Ferreira, o "Mopa", 20 anos. Imagine avistar um policial e sempre sentir medo."branco de cabeça raspada é universitário, preto é ladrão" Edivaldo Quirino,22 anos, o "Edique" da banda Reflexo Urbano, de Sampa."O Destino é Errado" - A música e a dança estão mobilizando os corações e mentes dos jovens dos morros e subúrbios. É um movimento jamais visto, talvez, desde os primórdios do samba, quando, antes de o Carnaval virar um grande espetáculo , bancadas e gafieiras provocavam desconfiança e até temor.
O cenário é feio, humilde e violento. Por esse mundo paralelo eles circulam uniformizados com bonés de jogador de basquete americano, camisetas coloridas e tênis. Os bailes funk reúnem milhares de adolescentes todos os finais de semana, especialmente no Rio de Janeiro. Na Bahia terra do axé music, enormes galpões se improvisam em salões de baile que misturam funk e rap, nos bairros afastados de Salvador. Nas cidades satélites de Brasília o movimento é um estouro e, em Belo Horizonte, existem cerca de cinqüenta bandas de rap, e os shows chegam a reunir até 5000 pessoas. Em Porto Alegre, que se imagina puramente branca mesmo com o negro Alceu Collares no Palácio Piratini, os rappers agiram as ruas do centro da cidade com suas performances relâmpago, protestos mal-humorados e palavrões.
Em São Paulo, os grupos de rap chegam a centenas, e os bailes reúnem dezenas de milhares de jovens todos os finais de semana. O grupo Racionais Mc´s já venderam mais de 500.000 discos no seu último trabalho:"Sobrevivendo no Inferno". É uma boa venda até para cantor famoso de gravadora de 1ª linha, mas é bom saber que não será possível encontrar os LPs dessa turma nas boas lojas do ramo, aquelas que têm ar refrigerado para os clientes, vendedores atencioso e cabines isoladas para ouvir a obra inteira antes de passar no caixa. São comercializados por pequenas lojas de zonas centrais das grandes cidades, onde o vendedor é também o proprietário e, às vezes ele próprio o produtor do disco. A rapaziada da periferia não tem dinheiro nem freqüentou boas escolas. Incomoda com seus modos estranhos, pelo barulho de seus aparelhos de som e por residir num mundo tão horrorosamente real que a maioria das pessoas prefere não ver.
Os rappers e funkeiros querem berrar para que saiba que na periferia há jovens que não se drogam, não trabalham para o tráfico e ganham dinheiro honestamente. Há também na periferia jovens que se drogam, trabalham para o tráfico e ganham dinheiro desonestamente, só que são minoria, como em todos grupos sociais. Essa gente se amontoa num beco social sem saída, mas, terra á vista, nos últimos anos vislumbrou uma alternativa. Sua rebeldia com causa parece que se canaliza. Destila veneno sob fórmulas definidas: os versos longos e insubordinados do rap, a dança robótica do break, o grafite nos muros e a união em galeras para se defender - ou atacar - em grupo e freqüentar bailes funk.
Desenvolver o pensamento acerca das discussões ocorridas em sala de aula a partir da disciplina de Arte no Ensino Médio. Este é o foco do Blog Arte no Primeiro Garcias. Ele destaca as atividades feitas pelos alunos da disciplina no processo de ensino e aprendizagem. Então... a todos os visitantes... Sejam muito bem vindos!
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
história da MPB
A Música Popular Brasileira (MPB) é um gênero musical que surgiu nos finais dos anos 60 no Brasil, alavancado pelo movimento musical da Bossa Nova, que encontrava-se em declínio.
História da MPB
Para muitos, a MPB surge no ano de 1966, compondo a chamada "segunda fase da Bossa Nova". No contexto brasileiro, a época era de efervescência política, cultural, econômica diante do poder totalitário, o Golpe de 64, a ditadura militar, manifestações, censura, protestos, movimentos estudantis, a contracultura.
No ano anterior, em 1965, fora realizado o "I Festival de Música Brasileira", recebido com muito sucesso pelo público e transmitido pela TV Excelsior, de São Paulo. Diante do Sucesso do festival, no ano seguinte, a emissora promoveu, a segunda edição do evento, o "II Festival de Música Brasileira", o qual teve grande repercussão e êxito. Por conseguinte, em 1967, a TV Excelsior realiza o "III Festival de Música Popular Brasileira", a versão mais famosa de todas, que revelou vários novos compositores e intérpretes da história da música brasileira, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Elis Regina.
Paralelamente aos festivais paulistas, a TV Globo lançou o Festival Internacional da Canção (FIC), também lançando nomes da MPB, como Milton Nascimento, Raul Seixas, Beth Carvalho, Ivan Lins, e muitos outros.
Portanto, a MPB foi caracterizada pela união das técnicas da bossa nova com as ideias inovadoras dos estudantes da UNE que buscavam uma música mais brasileira, popular e menos sofisticada, como a Bossa Nova se apresentava.
Com isso, surge esse novo estilo, que muitas vezes é confundido com a música brasileira em si. Nesse sentido, vale lembrar que a MPB é um gênero musical que cresce cada vez mais, representado por muitos artistas da atualidade, como por exemplo, Gal Costa, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Chico César, Elba Ramalho, João Bosco, Lenine, Maria Rita, Milton Nascimento, Nando Reis, Seu Jorge, Tim Maia, Ney Matogrosso, Vanessa da Matta, Zeca Baleiro.
Desde o início, a MPB foi marcada por temas da cultura brasileira, com influência de uma mistura de ritmos como do rock, soul, samba, pop, reggae, dando origem a estilos como o samba-rock, o samba-reggae, dentre outros.
Músicos de MPB
Caetano Veloso
Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, mais conhecido como Caetano Veloso, nasceu na cidade de Santo Amaro, Bahia, no dia 7 de agosto de 1942. Caetano é músico, escritor e produtor. Irmão de Maria Bethânia, cantora brasileira de MPB, participou, junto a Gal Costa, Chico Buarque, Elis Regina e outros, dos Festivais de Música Brasileira da TV Record, no final da década de 60. Algumas de suas composições: Alegria, alegria, É Proibido Proibir, No dia em que vim-me embora, Tropicália, Soy loco por ti América, Superbacana, Trem das cores, Tigresa, Terra, Oração ao tempo, Beleza pura, Cajuína, dentre outras.
Chico Buarque
Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque, nasceu no Rio de Janeiro dia 19 de junho de 1944. Um dos maiores nomes da MPB, Chico Buarque além de ser músico é escritor e dramaturgo. Em sua obra teatral, merece destaque Calabar, Roda Viva, Ópera do Malandro; na literatura Estorvo, Benjamim, Budapeste, Leite Derramado; composições musicais: Construção, João e Maria, a Banda, Cálice, Roda Viva, Folhetim, O que será, Pedaço de mim, Tatuagem, O meu guri, Mulheres de Atenas, dentre outras.
Elis Regina
Elis Regina Carvalho Costa, nasceu em Porto Alegre no dia 17 de março de 1945 e faleceu com apenas 36 anos em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 1982. Dona de uma voz única, Elis foi uma grande intérprete brasileira que se consagrou, da mesma maneira que muitos deles, nos Festivais de MPB em São Paulo, a partir de 1966. Alguns músicas interpretadas por Elis: Arrastão, Querelas do Brasil, O Bêbado e o Equilibrista, Falso Brilhante, Madalena, Como nossos pais, Águas de Março, dentre outras.
Geraldo Vandré
Compositor, cantor e violonista, Geraldo Pedroso de Araújo Dias, e nome artístico Geraldo Vandré, nasceu em João Pessoa, no dia 12 de setembro de 1935. Ficou muito conhecido pela canção em que critica o movimento da ditadura "Pra dizer que não falei de flores" que sobretudo, ficou em segundo lugar no "III Festival Internacional da Canção" (FIC) em 1968. Tornou-se um hino do movimento estudantil, sendo portanto censurado na época da ditadura.
Gilberto Gil
Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil, nasceu em Salvador, no dia 26 de junho de 1942. Além de uma vasta carreira musical como cantor, instrumentista e compositor, Gil é escritor, político e intelectual. Junto com Caetano Veloso criam o movimento cultural "Tropicália" que se manifestou principalmente na música popular com letras inovadoras e mistura de ritmos. Algumas de suas composições musicais: Se eu quiser falar com Deus, Panis et Circenses, Sítio do pica pau amarelo, Aquele abraço, Joia Rara, Esperando na janela, A novidade, Expresso 2222, Toda menina baiana, A paz, Esotérico, dentre outras.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Experimentação de arte primitiva...
Aqui estão postados os trabalhos de pintura rupestre das turmas.
Divirtam-se!
Divirtam-se!
Aprofundamento dos estudos de: teoria da cor, estrutura da forma
Teoria das Cores são os estudos e experimentos relacionados com a associação entre a luz a natureza das cores, realizados por Leonardo Da Vinci, Isaac Newton, Goethe, entre outros.
Mais tarde, o físico inglês Isaac Newton, nos seus experimentos estudou a influência da luz do sol na formação das cores. Newton estudou o fenômeno da difração, que consistia na decomposição da luz solar em várias cores quando atravessava um prisma, e denominou o conjunto de cores como espectro.
O espectro é formado pela união das cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. As sete cores que compõem a luz do sol e que formam o arco-íris.
O círculo cromático contém 12 diferentes cores, que ajudam a visualizar as cores primárias, secundárias e terciárias que formam o espectro visível.
O branco e o preto (convencionalmente designados por cores) são apenas resultado da presença ou ausência de luz.
A cor branca é a luz pura, em que há uma
reflexão total das sete cores; a cor preta é ausência total de luz, pois as
cores não se refletem, elas são absorvidas.
Quando a luz do sol incide em um
objeto branco, este reflete os raios solares enquanto um objeto preto absorve
todos os raios solares.
Os estudos realizados pelo
escritor alemão Goethe influenciaram a percepção subjetiva das cores e a
relação entre as cores e a Psicologia e Fisiologia.
Cores são percepções
visuais através das células cones, que transmitem ao nervo ótico as
impressões que vão direto ao sistema nervoso.
A cor tem a ver com os olhos, com
a retina e com a informação presente no cérebro. É a impressão produzida na
retina do olho pela luz depois de esta ser emitida, difundida ou refletida
pelos objetos. Por isso, dizemos que os objetos não têm cor, pois a cor
corresponde a uma sensação interna que é provocada por estímulos físicos da
natureza.
Quando uma luz
incide sobre um objeto, ele vai absorver e refletir os diferentes comprimentos
de onda do espectro electromagnético. A cor que o objeto apresenta coincide
com os comprimentos de onda que são refletidos e assim visíveis ao olho humano.
Uma cor não pode ser definida como uma entidade isolada, porque a percepção que
temos de uma determinada cor pode alterar quando ela se encontra perto de outra
cor que é sua complementar. Por exemplo: o mesmo tom de vermelho parece mais
intenso quando está em contraste com o verde (sua cor complementar), do que
quando está junto ao cor de laranja.
A cor tem muito
a ver com a iluminação, e com o período do dia, quando estamos acostumados com
uma determinada cor, o nosso cérebro vai corrigir esta cor automaticamente pela
cor já existente. Embora a radiação mude, a mente humana reconhece os padrões
que constam nos estímulos perceptivos. A ciência que estuda a medida das cores
é a colorimetria, ela estuda a quantificação da cor, o tom,
a saturação que mostra se a cor é natural ou pigmentada
artificialmente e a intensidade da cor que é caracterizada pela força da cor. A
ciência da cor está relacionada com os diversos aspectos da cor em várias
áreas, como iluminação, pintura, artes gráficas, arquitetura, cinema, etc.
Na Antiguidade,
vários pensadores como Aristóteles e Platão fizeram várias hipóteses
relacionadas com a cor e a natureza da luz. Posteriormente, Isaac Newton foi o
primeiro a identificar os espectros da cor e a formular uma teoria científica a
esse respeito. Newton fez várias experiências com a luz branca incidindo sobre
um prisma, que se decompunha nas cores do arco-íris. As diferentes cores têm
efeitos psicológicos, por exemplo, o vermelho estimula e o azul acalma, podendo
mesmo alterar a pressão sanguínea. Por esse motivo foi criada
a cromoterapia, usada em vários contextos nos dias de hoje. Como têm um
efeito nas pessoas, as cores são frequentemente no mundo da publicidade e
marketing. Alguns restaurantes de fast foodadotam cores vivas na
sua decoração, pois elas estimulam os seus clientes, fazendo com que comam e
saiam rapidamente do restaurante, dando lugar a novos clientes.
Cores quentes e frias: As cores quentes
são aquelas que transmitem uma sensação de calor, como o vermelho e
o laranja, que dão também uma sensação de proximidade. Por outro
lado, as cores frias como o azul e violeta dão
uma impressão de profundidade.
Cores primárias, secundárias e terciárias
Podemos classificar as CORES
PIGMENTO em:
Cores primárias:
Também chamadas cores puras, pois não precisam da mistura de
outras cores para se formarem.
Cores
secundárias: Surgem da mistura das cores primárias.
LARANJA: Amarelo +
Vermelho.
VERDE: Amarelo +
Azul.
ROXO: Azul +
Vermelho.
Cores
terciárias: Surgem da mistura de cores primárias com cores
secundárias. Você vai misturar duas cores para conseguir uma terceira cor.
Então, a cor que tiver mais quantidade na mistura feita puxará o seu nome.
Cores
quaternárias: Surgem da mistura de duas cores secundárias.
ARDÓSIA: Verde +
Roxo.
CASTANHO: Laranja +
Roxo.
CITRINO: Laranja +
Verde.
Cores neutras: Caracterizam-se
pela não predominância de tonalidades quentes ou frias. Além delas,
consideramos como cores neutras os tons pastéis: bege, marrom e suas nuanças e
matizes.
Cores quentes: As cores
quentes transmitem-nos energia e calor, pois nos lembram o sol e o
fogo. São cores alegres que têm poder de aproximar as imagens e faze-las
parecer maiores do que são. São elas: Amarelo, Laranja e Vermelho com todas as
nuances dessas cores.
Cores frias: As cores
frias transmitem-nos calma, tranqüilidade e tristeza, pois nos lembram
água, mar vegetais, florestas. Têm o poder de afastar imagens e faze-las
parecer menores. São elas: Verde, Azul e Roxo e todas as suas nuances.
Monocromia(Mono
= Uma; Cromo = Cor; uma cor):
Monocromia é a variação tonal das nuances e matizes de uma determinada cor.
Nuanças ou matizes são graduações quase imperceptíveis de uma cor, Aplicam-se a
todas elas, pois dar-lhes sobretons, como, por exemplo: vermelho + branco =
cor-de-rosa ou vermelho + preto = bordô.
Policromia(Poli
= Muitos; Cromo = Cor; muitas cores): Policromia
é o emprego de variadas cores com ou sem ordem estabelecida. Causando um belo
impacto visual.
Cores análogas e complementares: Para compreender melhor as cores análogas e complementares é
necessário observar o círculo cromático onde são dispostas as cores primárias,
secundárias e terciárias. As cores análogas são
cores vizinhas no círculo cromático. Exemplo: A cor
Laranja é análoga do Amarelo e do Vermelho. As cores complementares são
aquelas que apresentam o mais forte contraste quando estão lado a lado. Para encontrá-las
basta olhar para o círculo, aquela que estiver oposta à cor desejada é sua cor
complementar. Exemplo: A cor complementar do Laranja é
a cor Azul Violetado, pois ela se encontra ao oposto ao circulo cromático.
Arte da Pré-história / Arte Egípcia
Arte da Pré-história

Escultura: A escultura foi
responsável pela elaboração tanto de objetos religiosos quanto de utensílios
domésticos, onde encontramos a temática predominante em toda a arte do período,
animais e figuras humanas, principalmente figuras femininas, conhecidas como
Vênus, caracterizadas pelos grandes seios e ancas largas, são associadas ao
culto da fertilidade; Entre as mais famosas estão a Vênus de Lespugne,
encontrada na França, e a Vênus de Willendorf, encontrada na Áustria foram
criadas principalmente em pedras calcárias, utilizando-se ferramentas de pedra
pontiaguda. Durante o período neolítico europeu (5000aC - 3000dC) os grupos
humanos já dominavam o fogo e passou a produção de peças de cerâmica, normalmente
vasos, decorados com motivos geométricos em sua superfície; somente na idade do
bronze a produção da cerâmica alcançou grande desenvolvimento, devido a
utilização na armazenagem de água e alimentos. O homem do período Paleolítico
criou pequenas esculturas (algumas tinham apenas 11 cm). Na confecção destas
que serviam como “pequenos amuletos”, eles utilizavam ossos, chifres de animais
e principalmente “pedras”. Estas estatuetas com predominância feminina, serviam
como amuletos de sorte da fertilidade. Suas formas arredondadas, lembravam o
nascimento e a amamentação. Observe alguns de seus aspectos: a cabeça sem
diferenciação aparente em relação ao pescoço, os seios volumosos, o
ventre saliente e as grandes nádegas. E lembre-se, como as mulheres eram
“deusas”, nada melhor que ter uma “deusa” entre os seus pertences. 
ATUALMENTE:
Na atualidade e também há arte primitiva: os negros africanos, que produzem
máscaras para rituais, esculturas e pinturas; os nativos da Oceania (Polinésia,
Melanésia, etc.) também tem arte primitiva com estilo próprio; assim também os
índios americanos produzem objetos de arte primitiva muito apreciados entre os
povos atuais.
As artes no Egito Antigo estavam muito relacionadas com a
vida religiosa. A maioria das estátuas, pinturas, monumentos e obras
arquitetônicas estavam ligados, direta ou indiretamente, aos temas religiosos.
A arte egípcia é marcada pela escrita avançada e pela
religião. Ela foi capaz de determinar o modo de vida, as relações sociais e
hierarquias, direcionando todas as formas de representação artística daquele
povo.
Eles eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses
e esses poderiam mudar o curso de vida de cada um. Acreditavam, também, na vida
após a morte. Baseados nisso, vemos túmulos, estátuas e vasos que eram deixados
com os mortos. Toda a arquitetura egípcia, como exemplo, as pirâmides, eram
edificadas sob construções mortuárias, as chamadas tumbas. Elas eram idênticas
às casas onde os faraós habitavam em vida. As pessoas de classe social mais
importante eram sepultadas nas mastabas, que deram origem às grandes pirâmides.
A classe social era dividida entre sacerdotes e faraós,
fazendo parte da classe alta, e de comerciantes, artesãos e camponeses, e mais
abaixo ainda da camada estavam os escravos. Esse império se iniciou com Djoser
o Antigo Império (3200-2200 a.C.). Sua contribuição foi transformar o Baixo
Egito no centro do reino. O império é dividido em:
· Antigo Império -
3200 a 2300 a. C.
· Médio Império -
2000 a 1580 a. C. - as convenções e o conservadorismo mostravam esculturas e
retratos que representavam a aparência ideal e não a real das pessoas.
· Novo Império -
1580 a 525 a. C.
Destaques que marcaram a imponência e poder do faraó:
· A pirâmide de Djoser, na região de Sacará, construída
pelo arquiteto Imotep;
· Pirâmides do deserto de Gizé: Quéops, Quéfren e
Miquerinos, sendo a maior a primeira.
· Esfinge do Egito Antigo: uma representação do
faraó Quéfren, a mais conhecida.
Era obrigatória e consistia na representação de
pessoas com o tronco de frente, os pés, a cabeça e as pernas ficavam de perfil.
Portanto, não era uma arte naturalista. Na escultura, apesar das convenções, as
estátuas eram representadas de acordo com os traços particulares da pessoa,
principalmente a posição que ocupava na sociedade, o seu trabalho e traços
raciais.
Nas tumbas de diversos faraós foram encontradas
diversas esculturas do ouro. Os artistas egípcios conheciam muito bem as
técnicas de trabalho artístico em ouro. Faziam estatuetas representando deuses
e deusas da religião politeísta egípcia. O ouro também era utilizado para fazer
máscaras mortuárias que serviam de proteção para o rosto da múmia.Bem vindos ao universo das artes
A palavra arte é uma derivação da palavra latina “ars” ou “artis”, correspondente ao verbete grego “tékne”. O filósofo Aristóteles se referia a palavra arte como “póiesis”, cujo significado era semelhante a tékne. A arte no sentido amplo significa o meio de fazer ou produzir alguma coisa, sabendo que os termos tékne e póiesis se traduzem em criação, fabricação ou produção de algo.Fazer uma definição específica para a arte não é simples, assim como determinar a sua função no dia a dia das pessoas, pela possibilidade de exercer funções pragmática, formal ou, ainda, possuir uma dialogicidade entre as duas funções. Muitas pessoas consideram a arte uma coisa supérflua, não compreendendo a subjetividade estética do objeto artístico, que é dar prazer.
É claro que existem prioridades para a existência das pessoas, porém ao se emocionar com uma composição de Ravel ou de Van Gogh, por exemplo, terá tido a oportunidade de conhecer a capacidade humana de sentir, pensar, interpretar e recriar o seu mundo com sensibilidade e criatividade. A cultura de um povo é preservada através da sua arte, seja ela popular ou erudita, pois possibilita estudar e compreender aquelas civilizações que não mais existem e cria um sentido para as que ainda hoje fazem a sua história. A proposta de um verdadeiro artista, e não de um simples artífice, é tocar os sentidos de quem apreciará sua obra, é possibilitar a fruição da sua arte. O ser humano que lida com a arte, seja ela: cênica, visual ou sonora, certamente encontra-se passos adiante dos que não têm contato com o objeto estético. É preciso ser artista e se recriar a cada dia.
Para entender melhor a arte é preciso compreendê-la dentro do contexto de sua produção cultural. Então delinearemos três vertentes da produção artística. Uma dessas formas de arte é classificada como “arte acadêmica” ou “arte de erudita”, que se refere àquelas produções artísticas pertencentes a coleções particulares e que normalmente são conservadas em museus e galerias de arte.
A “arte popular” ou “folclore” são aquelas produções artísticas menos, ou quase nada, intelectualizada, urbana e industrial. Suas características são o anonimato em relação à autoria, pois se pode até saber que cultura a criou, porém não há como identificar o nome do autor. Ela é uma arte anônima, produzida por colaborações de diferentes pessoas ao longo do tempo. A arte popular expressa o sentimento e as ideias da coletividade, dentro de padrões fixos no seu fazer artístico e é destinada para a fruição do próprio povo que a criou. Esta forma de arte não acompanha o modismo imposto pelos meios de comunicação.
Estes meios de comunicação das massas são responsáveis, em grande parte, pelo fomento da terceira vertente da arte, que é a “arte de massa”, constituída por produtos industrializados e que se destina à sociedade de consumo. Sua intenção é servir ao gosto médio da maioria população de um país ou até mesmo do mundo. A Arte de massa é produzida por profissionais de uma classe social diferente do público a que ela se destina, que em geral é semi-analfabeto e/ou passivo diante da sua realidade sociocultural. O modismo e o divertimento como forma de passar o tempo é o que sustenta a arte de massa. No caso desta vertente da arte, o povo é apenas o alvo da produção e não participa da sua concepção.
Assinar:
Postagens (Atom)

















